Voltamos a Inquisição?

     Nesta semana, uma aluna do período noturno da Uniban, Geisy Arruda, foi moralmente linchada pelos seus colegas, por estar usando um microvestido. A confusão foi tão grande, que a garota saiu escoltada pela polícia, aos gritos de “PUTA”. Eu não consegui acreditar no que estava vendo, e o mais grave, ver que isso estava ocorrendo em uma instituição de ensino superior.

     Classifico este ato como uma barbárie e vergonhoso, que, com certeza, manchará a imagem da faculdade. A que ponto chegamos? Será que não podemos aceitar as pessoas como elas realmente são, independente da roupa que vestem? Onde  foi parar os valores morais e o respeito em relação aos outros?  

      Será que voltamos a Inquisição, onde as pessoas eram ofendidas e apedrejadas por não se “encaixarem” ao padrão da sociedade? Lamentável.

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Como lidar com a crise?

     O que é exatamente uma crise? A resposta é essa: uma situação que pega uma empresa ou uma pessoa de surpresa,  sem que ela esteja preparada. A questão é:  como sair dela e lidar com os jornalistas, que querem uma resposta imediata e naquele momento?

    Em um exercício em sala de aula, na pós graduação, o meu grupo tinha que fazer um planejamento de crise para o caso da Daslu e da prisão de Eliane Tancresi. A empresa estava envolvida em sonegação fiscal, falsificação de documentos, entre outros crimes, que comprometiam e muito a credibilidade da empresa. O que fazer nesta situação?

     Nestes casos, tem que ter sempre um porta-voz para falar com os meios de comunicação. Caso contrário,  será motivo para especulação e consequentemente, a imagem que já está ruim, pode piorar. 

    Nunca mentir, porque quando jornalista quer, ele acha o que precisa, e, se não for de você, será de outra pessoa. E aí é que a credibilidade da empresa ou pessoa fica abalada de vez, dependendo da forma como ele consegue essa informação.

     Claro, que nem sempre é fácil manter a calma,  já que os jornalistas ficam em cima e insistindo para conseguir a matéria o mais possível. Mesmo assim, a empresa tem que estar ciente de que a relação com a imprensa deve ser a mais cordial possível, para evitar problemas no futuro, e com isso, sair da crise com a imagem menos abalada possível.

 

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As greves na mídia

      Recentemente, os bancários realizaram uma greve geral em todo o Brasil. Na Caixa Econômica Federal, eles ainda estão parados. Quero chamar a atenção para como a mída retrata estes casos: sempre mostram como ela é prejudicial a população, mas nunca mostram o outro lado, o dos trabalhadores.

      Claro que o povo fica prejudicado, mas será que alguém já pensou nas condições trabalhistas destas categorias? Os baixos salários que eles têm? Isso é pouco mostrado nos meios de comunicação e cheguei a ouvir em uma rádio que quem participava da greve era “pelego”.

      Isso não quer dizer que sou comunista ou algo parecido. Mas destaco que a imprensa, muitas vezes, não cumpre o seu papel, o qual é mostrar todos os lados da informação e que, assim como a população, os trabalhadores também são os mais prejudicados

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E todos falam disso….

Primeiro, quero pedir desculpas pela minha ausência nesses dias. A correria do dia a dia, fez com que eu ficasse ausente. Mas voltando ao assunto deste blog quero falar do assunto da semana: a escolha do Rio de Janeiro como a sede das Olimpíadas de 2016.

Uma série de matérias brotaram nos meios de comunicação mostrando somente a empolgação sobre o fato. Noe ntanto, será que alguémparou para pensar nos problemas que o Rio de Janeiro vem enfrentando? Ou será que isso foi tudo esquecido com a “onda positiva”?

Podem até falar que sou pessimista, mas, infelizmente, haverá muito desvio de dinheiro, sem contar que o Brasil já não tem estrutura para combater o tráfico, imagine em relação aos atentados terroristas. Faltou a mídia ser mais crítica em relação a essa escolha.

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De herói a vilão

Hoje, Rubens Barrichelo venceu o GP da Itália, na Fórmula 1. É a sua segunda vitória neste ano e agora ele é colocado como um herói pela mídia. Mas nem sempre foi assim.

Há alguns anos atrás, quando corria pela Ferrari e tinha como companheiro Michael Schumacher, ele era visto como a “sombra” do outro piloto e até mesmo como medíocre. Piadas sobre a forma como corria não faltavam nos programas de TV, colunas de jornais, entre outros.

Mas não é só Barrichelo que passa pelo céu e inferno nos meios de comunicação. Muitos esportistas passam pela mesma situação. Diego Hypólito, Daiane dos Santos e os times de volêi masculino e feminino passaram pelo mesmo problema: Ao vencer um campeonato importante, tinham a glória. No entanto, ao perder, viravam “amarelões”, “fracassados”, como se todo o trabalho que fizeram esses anos todos não servissem para absolutamente nada.

Os esportistas, no geral, são vistos como ídolos e deuses, só que as pessoas esquecem que eles são seres humanos, passíveis de erros. Principalmente, a imprensa, que não perde a chance de colocá-los em um pedestal ou no inferno.

Um exemplo disto é do nadador César Cielo, que foicolocado como herói na capa da revista Veja, já que venceu a Olímpiada e o Mundial, além de quebrar recordes nas piscinas. resta saber, se na hora em que ele falhar(e se falhar), se essa imagem irá permanecer ou se somente os erros e as falhas serão apontados.

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Assessores x Jornalistas

     Certa vez, em uma entrevista para o meu trabalho de TCC, um jornalista comentou que os assessores de imprensa defendiam os interesses da empresa e que assessoria de imprensa não era uma profissão jornalística.

     Mas será que os réporteres de redação também não fazem o mesmo? Vamos pegar como o exemplo o MST(Movimentos dos Sem-Terra): todas as manchetes têm a palavra “invasão”, como se quem estivesse lutando por um pedaço de terra fosse marginal.Claro, há oportunistas dentro do movimento, mas não pode haver generalizações.
    
     E a escolha das pautas e das notícias? Como é possível perceber, a maioria das matérias tem um aspecto apelativo e que atrai mais leitores, em detrimento da informação bem apurada e verdadeira.
    
     Portanto, o discurso de que o jornalista de redação é imparcial é mera ilusão e acusar os assessores de defenderem os interesses empresariais, é uma postura hipócrita. E você internauta, o que acha dessa polêmica? Comente!

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O poder da imagem

     Nesta quarta-feira, a Justiça brasileira retirou de circulação uma revista em que mostrava a imagem das mulheres cariocas, como “máquinas de sexo”. 

     De acordo com reportagem no site Última Instância“a publicação define o carnaval como “festas ao ar livre com atividades de semi-orgia” e indica locais propícios para os turistas que procuram sexo no Rio”.  E ainda havia uma classificação para cada tipo de mulher.

     Infelizmente, isso mostra como uma imagem pode deturpar uma sociedade inteira. As mulheres já sofrem preconceito, com essas colocações a situação fica ainda pior. Será que quem produziu essas matérias, pensou nas consequências que isso representaria para o país? É por isso que muitas brasileiras são taxadas de “prostitutas” no exterior.

     Agora, você, internauta, deve estar questionando: isso pode ser considerado Jornalismo? Sinceramente, não e se alguém considerar isso como matéria jornalística, será a da pior espécie, muito pior do que imprensa marrom. 

Justiça manda recolher revista que chama cariocas de “máquinas de sexo”

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O sujo falando do mal lavado

     A pauta desta semana nos meios de comunicação foi a troca de acusações entre Rede Globo e Record. Esta alega que a emissora de Roberto Marinho é acusada de manter a manipulação da informação e o monopólio da mídia.
    
Já o outro canal mostrou denúncias do Ministério Público contra a Igreja Universal, alegando que a instituição usava dinheiro de fiéis de forma ilegal. A briga saiu dos bastidores e foi para a televisão. Cada matéria dos telejornais das duas emissoras atacava uma a outra, diretamente ou indiretamente. Foi uma guerra de vaidades de grandes dimensões.

     Tanto a Globo, quanto a Rede Record querem passar uma imagem de paladinas da justiça e de mídia séria. Essa postura chega a ser patética e, em alguns momentos, lamentável.  É o sujo falando do mal lavado. Será que a Record “esqueceu” dos processos que a jornalista da Folha de S. Paulo, Elvira Lobato, sofreu dos fiéis da Igreja Universal, como uma clara tentativa de censura? A resposta: não.

     Ninguém ganha nada com essa guerra: nem as emissoras e menos ainda, os telespectadores. Porque fazer matérias de seis a 10 minutos, apenas para ataques pessoais, é realmente irrelevante, quando coisas piores acontecem em nosso país e que nem sempre são mostradas pelos meios de comunicação.

TV Record e TV Globo trocam acusações em seus telejornais

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O espetáculo no esporte

     Este post tem como objetivo mostrar como o espetáculo está presente no esporte. O que é necessário para que ele dê certo? Um bom enredo, de preferência com muito drama, bons personagens e lógico, os vilões. Onde encontramos isso? No jornalismo, principalmente, no esporte, o qual mexe com a emoção de muitos espectadores.
         Segundo Douglas Kellner, a cultura do espetáculo se deve aos “valores mais profundos da sociedade (por exemplo, a competição, o sucesso e o dinheiro)”. Por isso que um atleta pode ir de herói a vilão em menos de um segundo. Esses papéis são reforçados pela mídia. Quem não se lembra do ginasta Diego Hypólito: depois de ganhar o Mundial de 2007, foi visto como o melhor atleta e não faltaram destaques positivos nos meios de comunicação.
         Mas foi só ele ter uma queda, na final do solo da Olimpíada de Pequim, em 2008, que as palavras “fracasso” e “amarelou” eram as mais vistas na imprensa. Com isso, ele perdeu investimentos de patrocinadores. Não importava se ele foi o primeiro ginasta brasileiro a ir a uma final olímpica. O público achava que ele tinha obrigação de ganhar a medalha de ouro.
         O próprio evento virou um megaespetáculo: as provas são marcadas de acordo com o horário em que as emissoras de TV querem, nem sempre levando em consideração as condições físicas do atleta.
         Outro exemplo recente foi o acidente sofrido por Felipe Massa, piloto da Ferrari. Uma peça do carro de Rubens Barrichelo soltou e foi em direção a cabeça do piloto, que bateu o carro na proteção inconsciente.
         Mais uma vez, os meios de comunicação fizeram um verdadeiro estardalhaço: mostraram a namorada chorando, a foto de Massa machucado, as imagens do acidente (milhares de vezes), a entrevista com Rubinho e com os médicos. Cada hora havia uma especulação do que iria acontecer com Felipe Massa, sem ao menos ter uma apuração bem feita.
         No entanto, um espetáculo não pode ter sucesso sem ter audiência. E isso é o que mais temos, como ainda relata Kellner: “Os megaespetáculos são aqueles que dramatizam controvérsias e embates. Incluem coberturas exageradas de eventos esportivos e políticos e outros acontecimentos”. A maioria das pessoas tem um interesse mórbido no grotesco e na desgraça, mas quando é em relação a alguém famoso, isso fica bem pior.
         Portanto, não basta apenas culpar a imprensa pela espetacularização e sensacionalismo, mas sim também quem consome essa informação, pois sem espectadores, não haveria mídia.

Referências bibliográficas:
KELLNER, Douglas. Cultura da mídia e triunfo do espetáculo. In: MORAES, Dênis de (Org). Sociedade midiatizada…, p. 119-147

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E a mosca virou notícia

     Cerca de dois meses atrás, em uma entrevista realizada na rede CNBC, o presidente Barack Obama matou uma mosca que o incomodava e pediu, em tom de brincadeira, para que filmassem o bicho morto.

     O que mais surpreendeu é que esse fato virou notícia em todas as mídias brasileiras, principalmente, nas TVs. A mesma notícia era transmitida em todos os canais, da mesma forma. Agora, a questão é: o que isso vai acrescentar de informação para os leitores e telespectadores? Absolutamente nada.

     Parece que a imprensa se esqueceu do seu papel, que é o de informar e estimular o senso crítico das pessoas. É muito mais fácil reproduzir imagens de emissoras internacionais e buscar notícias irrelevantes, do que mostrar os problemas reais do mundo e do país. Como diria minha amiga: lamentável.

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